Olá, pessoal! Quem aí nunca sentiu aquela pressão de estar “sempre online”, com o telemóvel a vibrar com e-mails e mensagens de trabalho mesmo depois do horário, ou até ao fim de semana?
Eu confesso que já senti na pele e, muitas vezes, ainda sinto! Parece que a tecnologia, que veio para nos ajudar, por vezes se transforma num peso invisível, não é verdade?
É o que chamamos de tecnostresse, um fenómeno que, em Portugal e no mundo, está a afetar cada vez mais profissionais. Com a flexibilidade do trabalho remoto e o avanço galopante da inteligência artificial, que está a redesenhar a forma como trabalhamos, esta invasão digital nas nossas vidas parece só aumentar.
Já viram os estudos mais recentes? Muitos de nós, mais de metade dos trabalhadores portugueses, admitimos que a tecnologia no trabalho invadiu a nossa vida pessoal, gerando uma sobrecarga que nos deixa exaustos e ansiosos.
E não é só isso, a própria insegurança de ter que aprender novas ferramentas a um ritmo alucinante ou o receio de ser substituído pela automação também contribuem para este mal-estar.
Mas calma, não precisamos de aceitar este cenário como inevitável! É totalmente possível criar um ambiente de trabalho onde a tecnologia seja uma aliada do nosso bem-estar, e não uma fonte de angústia constante.
Como podemos, então, construir uma cultura que nos proteja e nos ajude a prosperar nesta era digital? Abaixo, vamos descobrir exatamente como podemos fazer isso, com dicas práticas e testadas que vão transformar o seu dia a dia profissional!
Redefinindo a Nossa Relação com o Digital

Em vez de vermos a tecnologia como uma corrente que nos prende, podemos e devemos transformá-la numa ferramenta libertadora, uma verdadeira aliada. A chave para esta transformação reside em reavaliar fundamentalmente como interagimos com ela no nosso dia a dia, tanto a nível pessoal quanto no contexto profissional. Eu, por exemplo, comecei a ver o meu telemóvel não como uma extensão das exigências do meu trabalho, mas sim como um objeto que me serve e que deve estar ao meu controlo, e não o contrário. É uma mudança de mentalidade que, confesso, exige um esforço inicial considerável para desconstruir velhos hábitos, mas os benefícios que colhemos são, na minha experiência, imensos e profundamente compensadores. Já pararam para pensar na quantidade de tempo que despendemos a “verificar” coisas sem uma necessidade imediata? Aquela notificação que nos salta no ecrã e nos tira abruptamente do foco principal, ou o impulso quase automático de responder a e-mails fora de horas apenas para “despachar” e tentar aliviar a pilha de trabalho. Tudo isso, acumulado, cria um ciclo vicioso de urgência e sobrecarga que é, na maioria das vezes, autoinfligido. É imperativo que consigamos, e que tenhamos a coragem de, estabelecer limites digitais claros e inegociáveis. Afinal, a tecnologia foi concebida para nos ajudar a viver melhor e a sermos mais eficientes, não para nos consumir a vida e nos deixar exaustos. Este processo é uma jornada contínua de aprendizagem, de desconstrução de hábitos digitais menos saudáveis e de construção de novas rotinas, mais intencionais e benéficas para o nosso bem-estar geral. Lembrem-se sempre que somos nós que detemos o controlo, e não os algoritmos, a nossa caixa de entrada ou as exigências implícitas de “estar sempre online”.
Gerir Notificações de Forma Estratégica
Um dos primeiros passos, e talvez o mais imediatamente libertador, é o de assumir o controlo total sobre as nossas notificações. Desligar de forma proativa tudo aquilo que não é absolutamente essencial e que não exige a nossa atenção imediata. Eu costumava ter notificações ativadas para quase tudo, e cada “bip” ou “zumbido” era uma espécie de mini-ataque de ansiedade que me roubava a paz. Agora, mantenho ativas apenas as notificações para o essencial, e muitas vezes até estas são apenas aquelas que são inequivocamente urgentes e que não podem esperar. A sensação de ter este controlo sobre o seu próprio tempo e, mais importante ainda, sobre a sua atenção e foco, é simplesmente indescritível e profundamente empoderadora.
Definir Blocos Horários para Tarefas Digitais Específicas
Em vez de nos sentirmos na obrigação de estar constantemente “disponíveis” e a responder a tudo em tempo real, uma estratégia extremamente eficaz é a de definir blocos de tempo específicos e bem delimitados para responder a e-mails, mensagens ou para realizar outras tarefas digitais que exigem a nossa atenção. Esta prática ajuda imenso a manter o foco, a evitar a dispersão constante e a ter uma sensação de maior produtividade. Por exemplo, eu reservo um período de 30 minutos de manhã e outro ao final da tarde exclusivamente para gerir a minha caixa de e-mail. Fora desses horários, o meu foco está inteiramente noutras tarefas, mais complexas e que exigem maior concentração. É como ter um horário de expediente rigoroso para a minha caixa de entrada, garantindo que não me deixo arrastar para o turbilhão da comunicação constante.
Estratégias Pessoais para uma Desconexão Digital Consciente
Falando em assumir o controlo, a capacidade de nos desligarmos completamente do mundo digital é, nos dias que correm, uma verdadeira arte que precisamos de redesenhar e aperfeiçoar. Não é uma tarefa fácil, admito, num mundo onde somos incessantemente bombardeados por uma quantidade avassaladora de informação e onde somos constantemente incentivados a estar sempre conectados e responsivos. No entanto, é absolutamente vital e não negociável para a nossa saúde mental, para a nossa paz interior e para o nosso bem-estar físico a longo prazo. Eu própria tive de aprender, e ainda aprendo todos os dias, a resistir àquela tentação insidiosa de “só mais uma espreitadela” ao e-mail antes de me deitar, ou àquela última verificação das redes sociais logo pela manhã, antes de sequer sair da cama. Parece, à primeira vista, um hábito inofensivo, mas a acumulação destes pequenos gestos é que nos drena silenciosamente a energia e a capacidade de estarmos plenamente presentes. Comecei por criar rituais de “desconexão” bem definidos, como deixar o telemóvel fora do meu quarto à noite, ou ir dar um passeio prolongado sem ele, intencionalmente, para me focar no ambiente à minha volta. A princípio, senti-me estranha, quase como se me faltasse um membro, ou como se estivesse a perder algo importante, mas rapidamente percebi e abracei a profunda sensação de paz e clareza mental que isso me trazia. É um investimento deliberado em mim mesma, no meu bem-estar e na minha qualidade de vida. E acreditem em mim, o mundo não parou por eu não ter visto um e-mail às 22h da noite anterior.
Implementar Rituais de Desconexão Diária Rigorosos
Crie e mantenha momentos sagrados no seu dia para se afastar completamente dos ecrãs e das interrupções digitais. Pode ser durante as refeições, transformando-as em verdadeiros momentos de convívio ou reflexão, nos minutos antes de dormir, ou até mesmo uma pequena pausa para um café sem o telemóvel ao seu lado. Estes rituais, por mais pequenos que pareçam, são cruciais para ajudar o seu cérebro a desacelerar, a processar as informações do dia de forma mais calma e a recuperar a sua capacidade de atenção. É um pequeno ato de autocuidado com grandes repercussões.
Descobrir o Poder Libertador dos Dias “Desligados”
Sempre que a sua vida pessoal e profissional o permitirem, tentem dedicar um dia inteiro por semana – ou pelo menos algumas horas prolongadas – a atividades puramente offline. Leiam um livro em papel, pratiquem um hobbie que adorem, passem tempo de qualidade e sem distrações com a família e amigos, ou simplesmente desfrutem do silêncio e da sua própria companhia. É uma forma poderosa e profundamente restauradora de recarregar as energias, de se reconectar consigo mesmo e de combater eficazmente a fadiga digital que se acumula ao longo da semana. A minha experiência diz-me que estes momentos são essenciais para manter a mente fresca e criativa.
A Liderança como Pilar na Prevenção do Tecnostresse
Se, a nível individual, podemos adotar inúmeras estratégias para combater o tecnostresse, a verdade é que a mudança mais abrangente e impactante acontece quando as empresas e, de forma ainda mais decisiva, as suas lideranças abraçam genuinamente esta causa. Eu já trabalhei em ambientes onde a cultura empresarial era explicitamente de “estar sempre disponível”, e confesso que essa expectativa constante era absolutamente esgotante e desmotivadora. Por outro lado, já tive a sorte e o privilégio de trabalhar com líderes que compreendiam profundamente a importância vital do descanso e que promoviam ativamente um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal. A diferença entre estes dois cenários é abismal e sente-se no dia a dia. Os líderes de hoje têm uma responsabilidade acrescida e um poder significativo para moldar o ambiente de trabalho, definindo expectativas claras de disponibilidade e sendo eles próprios exemplos a seguir de boas práticas digitais. Não basta simplesmente dizer “desliguem-se”; é fundamental criar as condições necessárias para que essa desconexão aconteça sem que os colaboradores sintam culpa, receio de serem penalizados ou de ficarem para trás. Isto é, antes de mais, um investimento estratégico na produtividade, na inovação e na lealdade da equipa, que se traduz diretamente em menos casos de *burnout*, maior satisfação e, por consequência, numa equipa mais criativa e resiliente. Um líder que compreende e age de acordo com esta visão é um verdadeiro farol no combate ao tecnostresse e na construção de um futuro de trabalho mais humano.
Definir Expectativas Claras de Disponibilidade e Resposta
A liderança tem o papel crucial de comunicar de forma explícita e inequívoca os horários de trabalho expectáveis e as políticas de resposta a comunicações. É de importância capital que os colaboradores se sintam plenamente à vontade para não responder a e-mails ou mensagens fora do seu horário laboral, sem o mínimo receio de represálias ou de serem vistos como menos comprometidos. Esta clareza e transparência são a base para a criação de um ambiente de trabalho pautado pela confiança mútua e pelo respeito individual, onde o bem-estar dos colaboradores é valorizado tanto quanto a sua produtividade.
Promover a Flexibilidade e o Bem-Estar Através de Políticas Concretas
Oferecer horários de trabalho mais flexíveis, a possibilidade real de um modelo de trabalho híbrido ou a introdução de “dias de foco” onde as reuniões são drasticamente reduzidas, são exemplos concretos de medidas que podem aliviar significativamente a pressão digital e a sensação de sobrecarga. Lembro-me de uma empresa onde, de forma visionária, introduziram as “sextas-feiras sem reuniões”, e pude observar em primeira mão como a produtividade geral da equipa e o humor de todos melhoraram de forma notável. Estas iniciativas mostram um compromisso genuíno com o bem-estar da equipa.
Construindo uma Cultura Organizacional Digitalmente Saudável
Para além da ação individual da liderança, a cultura de uma empresa é, inegavelmente, o motor mais poderoso e duradouro de qualquer mudança significativa. Não basta ter políticas bem elaboradas no papel; é absolutamente essencial que essas políticas sejam vividas, respiradas e exemplificadas por todos, desde o CEO até ao colaborador mais recente. Uma cultura organizacional digitalmente saudável é aquela onde o bem-estar e a saúde mental dos colaboradores são uma prioridade inegociável e onde a tecnologia é claramente percecionada como uma ferramenta de apoio, e não como um ditador das nossas vidas. Isso implica promover um diálogo aberto e constante sobre o tecnostresse e os seus impactos, encorajar ativamente os colegas a fazerem pausas regulares e reparadoras, e até mesmo celebrar publicamente as pequenas vitórias da desconexão e do tempo offline. É uma construção coletiva, que exige tempo, paciência e uma persistência notável de todos os envolvidos, mas que recompensa com equipas mais engajadas, mais criativas e, acima de tudo, mais felizes e resilientes. Eu tenho tido o privilégio de observar o poder transformador disto em primeira mão: quando todos os membros de uma equipa puxam para o mesmo lado, com um objetivo comum de bem-estar, o ambiente de trabalho torna-se visivelmente mais leve, mais inspirador e, paradoxalmente, muito mais produtivo. Afinal, somos todos pessoas, com as nossas vidas ricas e complexas para além do ecrã e do horário de trabalho.
Incentivar Pausas Regulares e uma Desconexão Consistente
As empresas podem criar ativamente espaços físicos e momentos específicos para que os colaboradores se desconectem, como salas de descanso desenhadas para serem livres de ecrãs, ou até mesmo promover e organizar atividades em grupo que se desenvolvam fora do ambiente digital e que incentivem a interação humana genuína. Pequenas pausas bem aproveitadas durante o dia são absolutamente essenciais para recarregar as energias mentais e físicas, permitindo um regresso ao trabalho com mais foco e motivação.
Programas de Formação sobre Literacia Digital e Bem-Estar

Oferecer formações regulares e relevantes sobre como usar a tecnologia de forma mais eficiente, consciente e sobre os impactos nefastos do tecnostresse, é um passo fundamental. Saber gerir o tempo online, identificar os sinais de esgotamento e conhecer ferramentas e técnicas que otimizam o trabalho sem gerar sobrecarga, são competências valiosíssimas na era digital. É um investimento estratégico que traz um retorno enorme em termos de saúde, satisfação e produtividade geral da equipa, criando um ciclo virtuoso de bem-estar.
Ferramentas e Políticas que Materializam a Mudança
Às vezes, as melhores intenções, por mais genuínas que sejam, precisam de ser solidamente apoiadas por ferramentas concretas e políticas internas bem definidas para que se possam materializar e se tornem uma realidade consistente no dia a dia. Não podemos depender apenas da boa vontade e do esforço individual de cada um; precisamos de estruturas de suporte que nos ajudem a manter o rumo e a implementar as mudanças desejadas. Pensem, por exemplo, em aplicações de gestão de tempo que monitorizam o tempo de ecrã ou que bloqueiam de forma inteligente sites e aplicações distrativas durante períodos de trabalho que exigem foco intenso. Ou, ainda, em políticas internas bem pensadas que limitem explicitamente o envio de e-mails e mensagens de trabalho fora de horas, ou que estabeleçam “dias sem reuniões” para permitir o trabalho profundo. Eu própria já experimentei algumas destas ferramentas e políticas na minha rotina, e a verdade é que fazem uma diferença notável na minha capacidade de manter o foco, de gerir o meu tempo de forma mais eficaz e de me desconectar verdadeiramente quando é preciso. É como ter um “guardião digital” simpático que nos lembra constantemente dos nossos próprios limites e da importância de os respeitar. E, do lado da empresa, estas políticas não devem ser vistas como meras restrições, mas sim como um voto de confiança tangível na autonomia e na capacidade de gestão dos seus colaboradores, e um reconhecimento claro de que o seu bem-estar é uma prioridade estratégica. É, sem dúvida, um cenário de “ganha-ganha” para todos os envolvidos, promovendo um ambiente mais equilibrado e produtivo.
| Estratégia | Descrição | Benefício Principal |
|---|---|---|
| Gestão de Notificações | Personalizar alertas de apps e e-mails para o essencial. | Redução drástica de interrupções e aumento do foco nas tarefas. |
| Definição de Horários | Bloquear períodos específicos para e-mails e comunicação digital. | Melhor gestão do tempo, menos dispersão e maior produtividade. |
| Rituais de Desconexão | Criar rotinas diárias e semanais para se afastar dos ecrãs. | Melhora significativa da saúde mental, redução do stress e recarga de energia. |
| Políticas de Liderança | Líderes definem expectativas claras de disponibilidade e dão o exemplo. | Criação de um ambiente de trabalho mais saudável, confiança e respeito mútuo. |
| Ferramentas de Gestão Digital | Uso de aplicações e software para monitorizar e limitar o tempo de ecrã. | Apoio tecnológico concreto para manter os limites pessoais e profissionais. |
Limitar o Envio de Comunicações Fora de Horas
Uma política interna extremamente eficaz e que gera um impacto imediato é desincentivar ativamente, ou mesmo implementar sistemas que impeçam, o envio de e-mails e mensagens de trabalho em horários não laborais ou durante fins de semana. Muitos sistemas de e-mail corporativos já permitem programar o envio para o início do dia útil seguinte, evitando assim a pressão imediata de resposta sobre o recetor e permitindo que todos os colaboradores se desconectem verdadeiramente do trabalho. Esta simples medida, se aplicada consistentemente, pode ser transformadora para o bem-estar coletivo.
Implementar “Dias de Foco” ou “Semanas Sem Reuniões”
A criação de períodos definidos onde as reuniões são propositadamente reduzidas ao mínimo essencial ou mesmo completamente eliminadas, pode dar aos colaboradores o tempo e o espaço mental preciosos necessários para se concentrarem em tarefas profundas e que exigem maior cognição, sem interrupções constantes e a necessidade de saltar de um contexto para outro. A minha experiência pessoal e profissional diz-me que nestes dias, a produtividade individual e coletiva dispara exponencialmente, e a sensação de realização é muito maior.
Como a Inteligência Artificial Pode Ser uma Aliada, Não uma Ameaça
E agora, chegamos àquela que pode ser a cereja no topo do bolo, algo que me tem fascinado imenso e que acompanho com grande entusiasmo: a Inteligência Artificial (IA). À primeira vista, pode parecer contraditório, não é? A mesma IA que, por vezes, nos assusta com a possibilidade de substituição de empregos e de nos tornar obsoletos, pode, na verdade, revelar-se uma das nossas maiores aliadas e uma poderosa ferramenta no combate ao tecnostresse. Pensem nas inúmeras tarefas repetitivas, demoradas e, muitas vezes, maçadoras que a IA tem a capacidade de automatizar com uma eficiência surpreendente, libertando-nos para trabalhos mais criativos, mais estratégicos e, francamente, mais humanos e intrinsecamente satisfatórios. Eu vejo a IA como um colega de equipa super eficiente e incansável, que se encarrega do trabalho chato e repetitivo para que eu possa focar-me naquilo que realmente importa, naquilo que exige a minha intuição, a minha experiência e o que só eu, como ser humano, consigo fazer de forma diferenciadora. Claro que esta integração exige uma fase de aprendizagem e de adaptação, tanto a nível individual quanto organizacional, mas o potencial para reduzir drasticamente a carga de trabalho rotineira e para aumentar a qualidade e o significado do nosso dia a dia profissional é simplesmente imenso. Em vez de a vermos como uma ameaça iminente, que tal a encarmos como uma oportunidade de ouro para redefinir o nosso valor, o nosso papel e o nosso propósito no trabalho? É uma perspetiva que, garanto-vos, muda completamente a forma como encaramos o futuro do trabalho.
Automatizar Tarefas Rotineiras e Repetitivas com IA
Muitas ferramentas de Inteligência Artificial avançadas podem automatizar com precisão a resposta a e-mails frequentes, a organização e categorização de grandes volumes de dados, a criação de rascunhos iniciais de documentos complexos ou até mesmo a gestão e otimização de calendários. Ao delegar proativamente estas tarefas rotineiras e consumidoras de tempo à IA, ganhamos tempo precioso e energia mental para nos dedicarmos a atividades que exigem mais criatividade, pensamento crítico, resolução de problemas complexos e interação humana. Experimentem integrar estas soluções no vosso dia a dia, e verão a diferença tangível na vossa produtividade e bem-estar.
Utilizar a IA como Ferramenta de Análise e Apoio à Decisão
A Inteligência Artificial tem a capacidade incomparável de processar e analisar grandes volumes de informação de forma rápida e eficiente, apresentando-nos resumos concisos, tendências e insights valiosos, reduzindo assim a sobrecarga cognitiva e o tempo que tradicionalmente passamos a “navegar” e a tentar assimilar dados complexos. Isso permite-nos tomar decisões mais informadas, mais rápidas e com maior confiança, diminuindo significativamente o stress e a ansiedade de ter que assimilar tudo sozinho. Eu já utilizei a IA para analisar tendências de mercado e padrões de consumo, e o tempo que poupei na pesquisa e análise foi simplesmente fenomenal, permitindo-me focar na estratégia.
Para Concluir
Espero sinceramente que esta partilha de ideias e estratégias vos inspire a repensar a vossa própria relação com o mundo digital. A jornada para uma vida digital mais equilibrada e consciente é contínua e profundamente pessoal, mas garanto-vos que os benefícios para a vossa saúde mental, produtividade e bem-estar geral são imensuráveis. Lembrem-se que a tecnologia está aqui para nos servir e potenciar, não para nos dominar. Tomemos as rédeas do nosso tempo e da nossa atenção, e construamos um futuro onde a conexão digital seja uma escolha intencional e não uma obrigação exaustiva. Comecem hoje mesmo, com um pequeno passo, e observem a magia acontecer.
Dicas Essenciais para o Bem-Estar Digital
1. Assumam o Controlo das Notificações: Sejam rigorosos e desliguem tudo o que não é essencial. A paz mental que daí advém é impagável.
2. Estabeleçam Limites Digitais: Definam blocos horários para e-mails e redes sociais, e resistam à tentação de estar sempre “online”.
3. Cultivem Rituais de Desconexão: Criem momentos sagrados no vosso dia para se afastarem dos ecrãs, como refeições sem telemóvel ou passeios na natureza.
4. Explorem o Potencial da IA: Usem a Inteligência Artificial como uma aliada para automatizar tarefas repetitivas, libertando tempo para o que realmente importa.
5. Priorizem Atividades Offline: Dediquem tempo a hobbies, leitura de livros físicos e convívio genuíno com pessoas, sem distrações digitais.
Pontos Chave a Fixar
A chave para combater o tecnostresse reside num compromisso multifacetado: a nível individual, através da gestão consciente do tempo e da atenção digital; a nível de liderança, na definição de expectativas claras e no exemplo; e a nível organizacional, na criação de uma cultura que valoriza o bem-estar e usa a tecnologia como ferramenta, não como ditador. Adicionalmente, a integração estratégica da Inteligência Artificial pode ser um diferencial poderoso, libertando-nos de tarefas rotineiras e permitindo-nos focar em atividades mais humanas e criativas. É um caminho para redefinir a nossa relação com o digital, garantindo que ele serve os nossos objetivos de vida e trabalho, e não o contrário.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Afinal, o que é este “tecnostresse” de que falas, e como posso saber se estou a senti-lo no meu dia a dia?
R: Ah, que excelente pergunta! O tecnostresse, meus amigos, é mais do que um termo da moda; é uma realidade que muitos de nós estamos a enfrentar, muitas vezes sem nos darmos conta.
Basicamente, é aquele estado de tensão, ansiedade e exaustão que surge da nossa interação constante e, por vezes, avassaladora com as novas tecnologias.
Pensemos no seguinte: quando o nosso telemóvel vibra com um email de trabalho às 21h, ou quando nos sentimos obrigados a verificar as mensagens durante o jantar de família, estamos a sentir um pedacinho de tecnostresse.
É essa dificuldade em “desligar”, a sensação de que temos de estar sempre disponíveis e de que somos inundados por informação digital. Pela minha experiência, os sinais são claros: senti-me mais irritado com pequenas coisas, tinha dificuldade em adormecer porque a minha mente não parava de pensar no trabalho ou nas notificações que poderiam chegar.
Se sentes que a tecnologia, em vez de te facilitar a vida, te está a roubar a tranquilidade, se a ansiedade aperta quando ficas sem bateria ou sem rede, ou se a linha entre o trabalho e a vida pessoal parece completamente esbatida, então, sim, é bem provável que estejas a ser afetado por este fenómeno.
É como se a mente estivesse sempre “ligada” e pronta para a próxima tarefa digital, e isso é exaustivo!
P: Parece que me descreveste na perfeição! Mas como é que a tecnologia, que era para nos ajudar, nos está a deixar tão exaustos no dia a dia, especialmente aqui em Portugal onde a cultura de trabalho já é tão exigente?
R: Eu sei bem o que sentes, porque já passei por isso e, honestamente, é uma luta diária para muitos de nós. A questão é que a tecnologia, apesar de todas as suas maravilhas, trouxe-nos a “cultura da disponibilidade permanente”.
Em Portugal, onde muitas vezes a linha entre a vida pessoal e profissional já é difusa, especialmente em certas áreas, a tecnologia vem e borra ainda mais essa linha.
Lembras-te quando acabávamos o dia e o trabalho ficava no escritório? Agora, o escritório está no nosso bolso, na nossa sala, no nosso quarto. Há uma pressão implícita para responder a emails ou mensagens fora do horário, para estar a par de todas as atualizações nas ferramentas da empresa, e para aprender a usar softwares novos a um ritmo alucinante.
Tenho visto em muitos amigos e em mim mesma, que o medo de não estar à altura, de não conseguir acompanhar as novidades tecnológicas, ou o receio de que a automação nos torne “dispensáveis”, contribui imenso para esta exaustão.
É uma mistura de sobrecarga de informação, de pressão para ser produtivo 24/7 e de uma certa ansiedade de desempenho. É como ter um chefe invisível que nos está sempre a lembrar do que temos de fazer, mesmo quando devíamos estar a relaxar com um bom café ou a desfrutar de um passeio pela nossa cidade.
P: Ok, percebi que estou a passar por isto e não estou sozinha! Mas o que é que podemos fazer, na prática, para combater o tecnostresse e ter mais paz e bem-estar no nosso dia a dia, sem ter que largar tudo?
R: Que alívio saber que não estamos sozinhos nesta, não é? E a boa notícia é que sim, podemos e devemos fazer alguma coisa! Não se trata de largar tudo e ir viver para uma gruta, mas sim de criar uma relação mais saudável com a tecnologia.
Da minha experiência, e das muitas conversas que tive, a chave está em estabelecer limites. Primeiro, tenta definir horários para verificar emails e mensagens de trabalho, e desliga as notificações de trabalho fora desses horários.
Sim, desliga! Ninguém morreu por não ter uma resposta imediata às 22h. Segundo, experimenta um “detox digital” aos fins de semana ou em dias específicos; uma manhã sem telemóvel, a desfrutar da paisagem ou de um bom livro, faz maravilhas!
Terceiro, comunica as tuas expectativas na empresa; fala sobre a importância do tempo de inatividade e sugere políticas que promovam o bem-estar digital.
É importante que a liderança perceba que um funcionário exausto não é um funcionário produtivo. Quarto, aprende a usar a tecnologia de forma mais consciente: usa o telemóvel como ferramenta, não como extensão da tua mão.
Eu comecei por deixar o telemóvel noutra divisão da casa quando estou com a minha família, e a diferença é brutal! Pequenas pausas para esticar as pernas, olhar pela janela, ou simplesmente não fazer nada, também ajudam a redefinir o foco.
Acredita em mim, estas dicas parecem simples, mas mudam a nossa energia e a nossa paz interior. O objetivo é que a tecnologia volte a ser nossa aliada, e não a fonte constante da nossa angústia.
É um processo, mas vale cada esforço!






